São Josemaria Escrivá. Fundador do Opus Dei - Opus Dei: vida, obras e mensagem de São Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei. Fotos, Videos, Testemunhos do Brasil e Portugal. O que é Opus Dei: um caminho de santidade que coloca o trabalho e as circunstancias habituais no centro do encontro pessoal com Deus. http://www.pt.josemariaescriva.info/ <![CDATA[Na Festa de Pentecostes]]> Subitamente ressoou, vindo do céu, um som comparável ao de forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde se encontravam. Viram então aparecer umas línguas à maneira de fogo, que se iam dividindo e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes inspirava que se exprimissem. (Actos dos Apóstolos 2, 2-3)

O Grande Desconhecido
Frequenta o convívio do Espírito Santo - o Grande Desconhecido - que é Quem te há-de santificar.

Não esqueças de que és templo de Deus. - O Paráclito está no centro da tua alma: ouve-O e segue docilmente as Suas inspirações.
Caminho, 57

Ajuda-me a pedir um novo Pentecostes, que abrase outra vez a Terra.
Sulco, 213

Caminho certo de humildade é meditar como, mesmo carecendo de talento, de renome e de fortuna, podemos ser instrumentos eficazes, se recorremos ao Espírito Santo para que nos conceda os Seus dons.

Os Apóstolos, apesar de terem sido instruídos por Jesus durante três anos, fugiram espavoridos diante dos inimigos de Cristo. Todavia, depois do Pentecostes, deixaram-se vergastar e encarcerar, e acabaram dando a vida em testemunho da sua fé.
Sulco, 283

Visão sobrenatural
Só! - Não estás só. Fazemos-te muita companhia de longe. - Além disso..., morando na tua alma em graça, o Espírito Santo - Deus contigo - vai dando tom sobrenatural a todos os teus pensamentos, desejos e obras.
Caminho, 273

Entre os dons do Espírito Santo, diria que há um de que todos os cristãos temos especial necessidade : o dom de sabedoria que, ao fazer-nos conhecer a Deus e saborear Dios, nos coloca em condições de poder julgar com verdade sobre as situações e as coisas desta vida.
Cristo que passa

Invoca o Espírito Santo no exame de consciência, para conheceres mais a Deus, para te conheceres a ti próprio e, deste modo, poderes converter-te em cada dia.
Forja, 326

Três pontos importantíssimos para arrastar as almas para o Senhor: que te esqueças de ti, e penses só na glória do teu Pai, Deus; que submetas fielmente a tua vontade à Vontade do Céu, como te ensinou Jesus Cristo; que secundes docilmente as luzes do Espírito Santo.
Sulco, 793

A acção do Espírito Santo
Jesus, Nosso Senhor, o quer: é preciso segui-Lo de perto. Não há outro caminho. Essa é a obra do Espírito Santo em cada alma: na tua. Sê dócil, não levantes obstáculos a Deus, até fazer da tua pobre carne um Crucifixo.
Sulco, 978

Chamada aos cristãos de hoje
Vejo todas as incidências da vida —as de cada existência individual e, de alguma maneira, as das grandes encruzilhadas da história— como outras tantas chamadas que Deus dirige aos homens, para que se enfrentem com a verdade; e como ocasiões que se nos ofrecem aos cristãos, para anunciar com as nossas obras e com as nossas palavras, ajudados pela graça, o Espírito a que pertencemos.

Cada geração de cristãos há-de redimir, há-de santificar o seu próprio tempo: para isso, necessita compreender e compartilhar as ânsias dos outros homens, seus iguais, a fim de dar-lhes a conhecer, com dom de línguas como devem corresponder à acção do Espírito Santo, à efusão permanente das riquezas do Coração divino. A nós, os cristãos, corresponde-nos anunciar nestes dias, a esse mundo de que somos e em que vivemos, a mensagem antiga e nova do Evangelho.

Não é verdade que todas as pessoas de hoje — em geral e em bloco— esteja cerrada, ou permaneça indiferente, ao que a fé cristã ensina sobre o destino e o ser do homem; não é certo que os homens de hoje se ocupem só das coisas da terra e se desinteressem de olhar para o céu. Embora não faltem ideologias —e pessoas que as sustentam— que estão cerradas, há na nossa época anelos grandes e atitudes rasteiras, heroísmos e cobardias, ilusões e desenganos; criaturas que sonham com um mundo novo mais justo e mais humano e outras que, talvez decepcionadas perante o fracasso dos seus primitivos ideais, se refugiam no egoismo de buscar só a própia tranquilidade, ou em permanecer imersas no erro.

A todos esses homens e a todas essas mulheres, estejam onde estiverem, nos seus momentos de exaltação ou nas suas crises e derrotas, temos de fazer chegar o anúncio solene e taxativo de São Pedro, durante os dias que se seguiram ao Pentecostes: Jesus é a pedra angular, o Redentor, o tudo da nossa vida, porque fora d'Ele não foi dado aos homens outro nome debaixo do céu, pelo cual possamos ser salvos.
Cristo que passa, 132]]>
<![CDATA[Decenário ao Espírito Santo]]> O Decenário do Espírito Santo é um antigo costume com o qual a Igreja anima os fiéis a preparar o melhor possível a vinda do Espírito Santo no dia de Pentecostes, 7 semanas depois da Ressurreição de Jesus.
Apresentamos algumas orações ao Espírito Santo para preparar a festa de Pentecostes em formato pdf

Começa 10 dias antes da festa, isto é, no dia da Ascensão. Nesse dia Jesus prometeu aos discípulos que lhes enviaria o Paráclito.

O fundador do Opus Dei descreve assim este momento da história da Igreja: “pensemos agora nos dias que se seguiram à Ascensão, à espera do Pentecostes. Os discípulos cheios de fé pelo triunfo de Cristo ressuscitado (e ansiosos pelo Espírito Santo prometido), querem sentir-se unidos, e encontramo-los cum Maria Matre Iesu, com Maria, Mãe de Jesus. A oração dos discípulos acompanha a oração de Maria: era a oração de uma família unida”.
(Cristo que passa, n. 141).

D. Álvaro del Portillo conta que “precisamente porque a Terceira Pessoa da Trindade é menos invocada, o nosso Padre tinha por ele uma devoção especial. Não tenho dúvida em afirmar que o Padre foi, na sua pregação, um grande arauto da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade”.

“Contou-me muitas vezes que, desde 1926 ou 1927, tinha vivido com muita intensidade a devoção à Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Fazia todos os anos o Decenário do Espírito Santo, utilizando o livro de Francisca Javiera del Valle. Em abril de 1934 compôs uma oração ao Paráclito que entregou, manuscrita, a Ricardo Fernández Vallespín, então diretor da Residência do Opus Dei”.

“O Espírito Santo realiza no Mundo as obras de Deus. Como diz o hino litúrgico, é dador das graças, luz dos corações, hóspede da alma, descanso no trabalho, consolo no pranto. Sem a sua ajuda nada há no homem que seja inocente e valioso, pois é Ele que lava o que está sujo, que cura o que está doente, que aquece o que está frio, que corrige o extraviado, que conduz os homens ao porto da salvação e do gozo eterno”.
(Cristo que Passa, n.130).]]>
<![CDATA[Romaria de maio em Pallerols]]> No próximo mês de Novembro celebra-se o 75º aniversário da expedição que em 1937 atravessou os Pirenéus, partindo de Oliana para Andorra da qual faziam parte S. Josemaria e alguns jovens que tinham conhecido a Obra em Madrid. A Asociación de amigos del camino de Pallerols a Andorra preparou a celebração desta efeméride com a tradicional romaria de maio em Pallerols, local onde, num momento angustiante de dúvida, S. Josemaria encontrou uma rosa de madeira que interpretou como um sinal do Céu para continuar em frente.

Romaria em maio
No sábado, 12 de maio, reuniram-se em Pallerols várias famílias do município (a Baronia de Rialb) e outras pessoas vindas de várias cidades catalãs. O dia começou com uma visita guiada à igreja e arredores, explicando os factos mais importantes ocorridos em Novembro de 1937. O local onde os membros da expedição passaram a noite não está, de momento, acessível pois está a ser reconstruida a antiga casa paroquial. Pouco depois das 12h, começou a rezar-se o terço, levando a imagem de Nossa Senhora do Rosário de Pallerols, em procissão pelos arredores da igreja. Em seguida foi celebrada missa.

Encontro e Missa de S. Josemaría em Junho
No próximo dia 30 de Junho terá lugar outro ato de preparação do 75º aniversário. Trata-se de um aplec (encontro ao ar livre) para celebrar a festa de S. Josemaria nos prados do Gastó, junto à fronteira de Andorra. O encontro iniciar-se-á com uma caminhada a partir de Argolell até aos prados do Gastó. Depois haverá celebração da missa própria de S. Josemaria, presidida pelo Arcebispo D. Joan Enric Vives, bispo de Urgell e copríncipe de Andorra. Após o almoço nas zonas escolhidas para o picnic, a caminhada dirigir-se-á para Sant Juliá de Lória (Andorra), onde será projetado um filme sobre S. Josemaria

Novembro, uma festa já com tradição
Em Novembro, a tradicional festa do “encontro da rosa” celebrar-se-á no dia 17. De novo, presidirá à celebração eucarística o Arcebispo D. Joan Enric Vives. Nesta data, prevê-se que as obras da casa paroquial tenham terminado, ficando a funcionar como centro de informação. A Associação está a recolher donativos para a construção e equipamento da casa.

A 24 de Novembro será a vez da comemoração da missa em Espluga de les Vasques, no Barranco da Ribalera, que S. Josemaria celebrou
no dia 28 de Novembro de 1937.

Também se comemora a chegada a Andorra
Por último, no fim-de-semana de 1 e 2 de Dezembro, celebrar-se-á o aniversário da chegada a Andorra. Na tarde de sábado terá lugar em Sant Juliá de Lória a VI Jornada de caminhos de liberdade dos Pirenéus; à noite uma caminhada noturna percorrerá o caminho seguido pelos membros da expedição, e no domingo haverá cerimónias comemorativas na igreja de Sant Juliá e em Andorra la Vella.

Para mais informação:
www.pallerols-andorra.org


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<![CDATA[17 de maio de 1992: beatificação de Josemaria Escrivá]]> A 17 de maio de 1992 sua santidade o Papa João Paulo II beatificou, na praça de São Pedro -Roma- Josemaria Escrivá De Balaguer, fundador do Opus Dei e Josefina Bakhita, canossiana.]]> <![CDATA[Cultura e santidade:um encontro frutífero]]> Saiu o sexto volume de “Studia et Documenta” (2012)
Novos estudos históricos sobre o Opus Dei e o seu Fundador

Mais de cem artigos publicados
Pelo sexto ano consecutivo, o Instituto Storico San Josemaría Escrivá, de Roma, apresenta o seu contributo anual para a historiografia do Opus Dei e do seu Fundador. São já mais de cem os artigos publicados em Studia et Documenta, desde o seu aparecimento em 2007, alguns dos quais ultrapassam as cem páginas. Um contributo historiográfico consistente, concreto e atento às fontes, que interessa à história da Igreja contemporânea e também a outros campos historiográficos, como é patente neste sexto volume.

Vidas paralelas
Certamente o gosto dos historiadores pelo género das “vidas paralelas”, iniciado há dois mil anos, continua vivo e é capaz de abrir novas perspetivas. É o que demonstra a primeira parte da revista que é dedicada monograficamente à relação entre o Fundador do Opus Dei e quatro intelectuais. O primeiro é José Maria Albareda, protagonista da vida científica espanhola durante quase trinta anos, pelo seu trabalho de investigação no campo da edafologia e como Secretário do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) desde a sua criação em 1939 até 1966. Era membro do Opus Dei e em 1960 foi ordenado sacerdote. Pablo Pérez López, catedrático de História Contemporânea, apresenta-nos os primeiros anos dessa relação, de 1935 a 1939, e os momentos, especialmente difíceis, que viveram juntos na fuga à perseguição religiosa, durante a guerra civil espanhola.
Neste mesmo contexto cronológico, enquadra-se o trabalho de Onésimo Díaz sobre os primeiros contactos de Escrivá com outro conhecido intelectual espanhol: Rafael Calvo Serer. Onésimo Diaz é especialista em história cultural e política do século XX, tendo dedicado trabalhos de vulto a Calvo Serer, catedrático de História e promotor polifacetado de empresas culturais e jornalísticas, e cuja militância política o levaria a confrontos com o regime franquista e ao encerramento do diário Madrid, de que era Presidente. Também Calvo Serer era membro do Opus Dei, e – como Albareda – experimentou o estímulo espiritual de S. Josemaria para desenvolver com toda a liberdade, mas com profundo sentido cristão, a sua atividade cultural e política.
José Carlos Martín de la Hoz, teólogo e historiador, apresenta outra das figuras comentadas nesta parte monográfica: D. José López Ortiz, bispo e historiador de Direito. A relação com Josemaria Escrivá foi longa – um tanto mais de cinquenta anos – e marcada por uma profunda amizade.
O quarto intelectual que nos propõe esta parte monográfica é o canonista belga Willy Onclin. O professor Jean-Pierre Schouppe, especialista em Direito canónico e jurista, apresenta um resumo da amizade entre o Fundador do Opus Dei e o professor de Lovaina (que interveio de modo reiterado na reforma do Código de Direito Canónico de 1983), desde que se conheceram durante os anos do Concílio Vaticano II.

Encontros e trabalhos do fundador do Opus Dei na sua primeira viagem a Roma
A parte de Studia et Documenta dedicada a Estudos e Notas contém trabalhos sobre temas vários, se bem que o primeiro continue de certo modo o capítulo anterior, falando-nos da relação de S. Josemaria com dois dos principais protagonistas da história da Igreja no século XX: o Papa Pio XII e um dos seus mais próximos colaboradores, Mons. Giovanni Battista Montini, futuro Papa Paulo VI. A reconstrução é obra do historiador Luis Cano, que analisa os contactos e atividades que o fundador do Opus Dei levou a cabo em Roma, durante a sua primeira viagem à Cidade Eterna. O autor centra-se nos aspetos inéditos da viagem e especialmente nas pessoas que conheceu ou com quem Escrivá conviveu em Roma, entre os quais destaca por vários motivos Mons. Montini. Esses encontros marcariam a história das relações entre o Opus Dei e a Santa Sé no futuro.

O artigo seguinte é escrito por Mercedes Montero, historiadora da Comunicação. Escreve sobre a situação universitária feminina em Espanha entre 1910 e 1936 e a sua relação com o contexto do ponto 946 de Caminho. O artigo tem dois objetivos. O primeiro é o de explicar a situação da educação universitária feminina em Espanha no nos 30 primeiros anos do século XX. O segundo, o de investigar de onde procede a frase «elas, não é preciso serem sábias, basta que sejam sensatas», que não é original de S. Josemaria. Esta frase recolhida por S. Josemaria e que se tem querido apresentar como pejorativa sobre a integração da mulher no mundo da cultura; documenta a visão esperançosa e realista que já por esses anos o Fundador do Opus Dei tinha acerca da importante missão da mulher na vida universitária.

O Opus Dei na Espanha franquista
O historiador Jaume Aurell, num longo estudo, aborda o tema da formação do mito sobre o Opus Dei na Espanha franquista: o contraste entre a realidade dessa instituição da Igreja e a sua imagem pública criada nesses anos. Foi considerada como “novidade perigosa” ou “heresia” por parte do catolicismo espanhol do pós guerra, para passar a ser encarada, no extremo oposto, como uma organização conservadora norteada a levar a cabo ambições políticas e económicas e, mais tarde, como uma aberração franquista e integrista. Por outras palavras, Aurell investigou os elementos que em seu entender engendram esse “mito” negativo ou “lenda negra” do Opus Dei, as suas origens e a sua evolução, e ao mesmo tempo explica os mecanismos que regem a formação destas visões simplificadoras sobre pessoas e instituições nas sociedades pós modernas.

Na secção Documenti, o especialista Santiago Martínez Sánchez volta a ocupar-se de uma relação de amizade entre Mons. Escrivá e outra personagem eminente da Igreja em Espanha: o card. José María Bueno Monreal. Esta longa relação (1939-1975) fica patente no epistolário, trocado entre ambos durante esse período, que Santiago Martínez publica pela primeira vez, acompanhado de aparato crítico e precedido de uma ampla introdução.

Os começos da Obra de São Rafael
Na mesma secção, o historiador Fernando Crovetto publica outro documento inédito: o relato de Juan Jiménez Vargas sobre os começos da Obra de São Rafael (1933-1935), conjunto de atividades de formação cristã para gente nova a que São Josemaria Escrivá dedicou tantas energias na sua vida. Com o seu estilo conciso e jovial, o jovem Vargas relatou num documento contemporâneo os primeiros passos de um trabalho que caracterizou a atividade do Opus Dei desde os seus começos.

Na secção Notiziario, dedicada a notícias da atualidade relacionadas com o Opus Dei e o seu Fundador, foram reunidas as intervenções do card. António María Rouco e dos professores José Luis Illanes, Miguel Ángel Garrido e Pedro Rodríguez na apresentação da edição crítico-histórica de Santo Rosário – da coleção de obras completas promovida pelo Instituto Histórico –, que se realizou em Madrid em 2011.

A secção bibliográfica contém mais de vinte recensões e resumos de livros relacionados com a investigação sobre o Opus Dei e São Josemaria e os seus contextos históricos.

A última parte da revista é dedicada, como habitualmente, ao catálogo bibliográfico, que compreende desta vez a bibliografia geral sobre D. Álvaro del Portillo: quase cinquenta páginas com uma completíssima relação das obras publicadas, tanto do primeiro sucessor de S. Josemaria, como acerca dele.

Uma importante novidade deste número de Studia et Documenta é que se trata do primeiro que o Instituto Histórico publica como editor, pois além de assumir a redação e a direção científica como até agora já fazia, leva a cabo também a gestão editorial da revista. Com este passo, o Instituto deseja promover ainda mais a difusão da revista nos ambientes académicos e científicos, mas também entre tantas pessoas – especialistas ou não – que se interessam pela história de São Josemaria Escrivá e do Opus Dei. Entre outras coisas, apresenta condições vantajosas para a assinatura e para a aquisição de números atrasados, convidando os seus assinantes e as pessoas e instituições interessadas a visitar a sua nova página web: www.studiaetdocumenta.org onde encontrarão mais informação.


Sumário completo e resumos (na língua original e em inglês) de Studia et Documenta 6 (2012) em: http://www.isje.org/esp/studia-et-documenta6.html
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<![CDATA[Desenvolvimento socialem Metro Achievement Center]]> Faz agora vinte e cinco anos que, no coração de Chicago, abriu o Metro Achievement Center, instituição inspirada na paixão de S. Josemaria pelo desenvolvimento social e pela educação da juventude. “Metro” é um exemplo, entre muitos outros em todo o mundo, das iniciativas sociais inspiradas pelo Opus Dei, em que pessoas com um acesso limitado a oportunidades económicas e sociais recebem apoio escolar e alento na sua vida espiritual cristã (1).

“Metro” começou com poucas raparigas: as quarenta que em 1985 assistiram à primeira edição de um programa de verão; actualmente, todos os anos assistem a esse programa mais de 500 raparigas da cidade de Chicago, com idades que vão desde os 8 até aos 18 anos. A partir da sua fundação, o centro já atendeu mais de 5000 jovens. A missão de “Metro” consiste em motivar e educar estas jovens para serem melhores estudantes e para se forjarem nas virtudes, através de programas de verão ou de atividades de tempos livres. O que nos guia é a integração do enriquecimento académico proporcionado nas aulas, com um programa de educação do carácter baseado nas virtudes humanas.

Que é que distingue “Metro” de tantos outros programas educativos que existem na cidade de Chicago? A capacidade de “Metro” em ajudar tantas famílias nesta grande metrópole deve-se, sem dúvida, à visão do desenvolvimento social de S. Josemaria. Ao mesmo tempo que se proporciona às estudantes um programa educativo consistente, o plano curricular baseia-se em dois dos ensinamentos sociais da Igreja: a dignidade da pessoa e o reconhecimento dos pais como educadores fundamentais dos seus filhos. A procura e a descoberta de vias concretas que reforcem e reflictam estes ensinamentos constituem uma parte importante da nossa missão e da nossa cultura institucional (2).

Contexto histórico e social
A crescente imigração e as mudanças na configuração da população de Chicago produziram grande impacto nas instituições sociais e educativas desta cidade, a terceira mais populosa dos Estados Unidos. À medida que muitos jovens profissionais se mudam para bairros recentemente reabilitados, os residentes com rendimentos mais baixos, muitos deles pertencentes a famílias afroamericanas, deslocam-se para outras zonas da cidade ou para zonas da periferia. Simultaneamente, uma quantidade crescente de hispano-americanos imigra para a cidade e contribui assim para configurar o perfil étnico de Chicago. A partir do ano 2000, o número de programas governamentais e de apoio social destinados a grupos minoritários da população — numa tentativa de os dotar de serviços adequados de tipo económico, social e educativo — cresceu exponencialmente.

Desde há tempo que as escolas públicas de ensino secundário na zona de Chicago se têm caracterizado por um elevado índice de abandono escolar. Cerca de uns 30% desses alunos abandonam as aulas antes de terminarem a escolaridade. Como resposta a estas alarmantes estatísticas — os resultados representam o dobro do total de abandono em todo o estado de Illinois —, existem actualmente na cidade de Chicago mais de 600 programas extra-escolares destinados à reinserção escolar desses estudantes. Cerca 83% dos alunos das escolas públicas procedem de famílias com escassos recursos e pertencem a populações minoritárias: afroamericanos (44%) e hispano-americanos (41%) (3). “Metro” ajuda diretamente este sector da população.
Estudantes de mais de 125 escolas públicas, confessionais ou particulares, veem em “Metro” uma fonte enriquecedora de formação escolar. 63% das alunas procedem do sistema escolar público e 95% provêm de minorias raciais (hispânicas, afroamericanas e asiáticas). A partir do ano 2000, 100% das alunas de Metro terminou o ensino secundário nas respetivas escolas e continuaram depois com os estudos universitários, o que significa, para a maioria das estudantes, serem os primeiros membros da família a aceder ao ensino superior.


Mais do que ação social
O centro educativo está situado precisamente a oeste da zona financeira de Chicago. Para assistir às aulas de “Metro”, as alunas têm de atravessar a cidade, vindas dos bairros onde vivem. Numa entrevista concedida ao New York Times em 1966, S. Josemaria falou do valor do trabalho que “Midtown Center” (instituição homóloga de “Metro”, para rapazes) estava a realizar em Chicago: «parte importante do seu trabalho consiste em promover a convivência entre os diversos grupos étnicos que a compõem» (4). “Metro” conta com a ajuda de cerca de 200 voluntárias com formação universitária. Assim, ao pôr em contacto estudantes do centro da cidade com voluntárias procedentes do mundo empresarial e das mais importantes universidades, as jovens de “Metro” relacionam-se com ambientes sociais novos e variados. A diversidade de indivíduos é um microcosmos da comunidade urbana de Chicago. A experiência tem demonstrado que o esforço de “Metro” para introduzir as jovens nesses outros ambientes da sociedade, as prepara para se movimentarem com facilidade e confiança nos novos e diversos contextos que mais tarde irão encontrar na universidade, no trabalho ou no exercício da sua profissão.

Historicamente, os católicos e outros cidadãos preocupados com esta situação, uniram esforços com o objectivo de encontrar soluções justas para ajudar os pobres e os necessitados. Porém, o trabalho de “Metro” não pode definir-se simplesmente como uma «solução justa»: é antes uma «obra de misericórdia». Esta expressão descreve de uma forma mais precisa os nossos esforços e abarca o espírito de S. Josemaria acerca da ação social. A misericórdia vai mais além da justiça. A misericórdia anima todos a fazerem suas as necessidades dos outros e a ajudar, mais do que por um estrito dever, por razões de amor. Uma obra de misericórdia inclui, por conseguinte, fazer próprios os problemas dos outros, preocupar-se com os pobres e menos favorecidos, com uma preocupação que é ao mesmo tempo humana e espiritual (5). A quinta Bem-Aventurança recorda-nos: «Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia» (Mt 5, 7). Considerando que não há senão uma raça na humanidade: a raça dos filhos de Deus, S. Josemaria animava as pessoas a exercitarem-se nas obras de caridade (6). É também esta convicção que configura, de modos muito diversos, o nosso modelo de educação. “Metro” está situado no centro da cidade e procura admitir e misturar alunas procedentes de diferentes bairros étnicos, em vez de proporcionar serviços exclusivos a uma população étnica particular. Finalmente, o princípio inspirador mais importante para “Metro” é procurar relacionar-se individualmente com cada rapariga, com todo o respeito que merece por ser filha de Deus.

Para que um programa social seja uma obra de misericórdia, é essencial que esteja imbuído de espirito cristão. Há alguns anos, uma benfeitora de programas educativos que algumas pessoas do Opus Dei desenvolviam na Lituânia recordava-nos precisamente isto. Comentava: «como me alegra saber que o vosso programa de verão inclui a opção de as alunas poderem assistir a aulas de catecismo, porque existem muitas instituições extraordinárias que proporcionam serviços sociais, mas se o Opus Dei está ali é para que as pessoas tenham a possibilidade de se aproximarem mais de Deus, se assim não fosse teria perdido a sua razão de ser». As suas palavras fizeram-nos recordar aquela reflexão de S. Josemaria que interpela todos os que se esforçam por ajudar os necessitados: «Até agora não tinhas compreendido a mensagem que nós, os cristãos, trazemos aos outros homens: a oculta maravilha da vida interior. Que mundo novo lhes estás pondo diante dos olhos!» (7).

Dirigimos agora a nossa atenção para três áreas em que a visão de S. Josemaria, a respeito da dignidade de cada pessoa como filha de Deus, dá forma ao trabalho que se procura realizar em “Metro”. Em primeiro lugar consideramos o desenvolvimento educativo de uma perspectiva tanto humana como espiritual; em segundo lugar, vemos como a fé se pode fortalecer num ambiente laical; e por último, valorizamos a responsabilidade pessoal por fomentar a solidariedade.


Unidade do humano e do divino
S. Josemaria usava frequentemente a expressão «unidade de vida», como harmonia entre as diferentes facetas da vida de uma pessoa fundada num único princípio: somos filhos de Deus. A unidade de vida leva à convicção de que as dimensões, humana e divina, da nossa existência são diferentes, mas, ao mesmo tempo, estão entrelaçadas e são inseparáveis. A unidade entre o humano e o divino é reforçada de diversos modos em “Metro”.

O curriculum académico dá destaque às humanidades — leitura, escrita, etc. — e às aptidões científico-matemáticas. As alunas também beneficiam de acompanhamento personalizado e de orientação nos trabalhos escolares por parte de uma monitora. As aulas interactivas de belas artes e de desporto proporcionam às alunas a oportunidade de desenvolverem aptidões sociais, bem como de melhorarem a sua preparação física. Além do apoio escolar, as aulas de formação do carácter para as estudantes e para os pais, são essenciais no projeto de “Metro” e centram-se nas virtudes humanas, tais como a responsabilidade, a generosidade e a sinceridade. Cada rapariga recebe também um aconselhamento individual através do qual se proporcionam conselhos práticos sobre como exercitar-se nas virtudes humanas. A formação humana e académica é complementada com um programa opcional de educação religiosa que se fundamenta nas virtudes teologais da fé, esperança e caridade.

A unidade de vida também se fomenta animando as alunas a trabalharem bem, procurando elas próprias servir os outros e contribuir para o bem comum. Uma mãe expressou-se assim: «ensinar as nossas filhas a perceber que ser bom continua a ser bom». A ideia de que se pode converter o trabalho em oração, fazendo-o bem e oferecendo-o a Deus, é muitas vezes uma autêntica descoberta para a equipa docente e para as alunas.

Promover uma atitude cristã face aos bens materiais é outra maneira de fomentar a unidade de vida. A nossa equipa esforça-se continuamente por encontrar caminhos para encarnar o que S. Josemaria chamava «materialismo cristão». «O sentido cristão autêntico — que professa a ressurreição de toda a carne — sempre combateu, como é lógico, a desencarnação, sem receio de ser julgado materialista. É lícito, portanto, falar de um materialismo cristão, que se opõe audazmente aos materialismos fechados ao espírito» (8).
Com este espírito, pretende-se manter um ambiente acolhedor nas salas, e conservar as instalações limpas e arrumadas, com a consciência de que assim se fomenta a serenidade interior e o desejo de servir os outros. O Centro dispõe de uma capela, de instalações para os pais e de uma sala de estar: dá-se assim, na prática, importância que têm Deus, os pais e a família na educação. Pomos nas mãos da Sagrada Família o nosso trabalho com as famílias; no próprio retábulo da capela estão representados Jesus, Maria e José, a quem S. Josemaria se referia devotamente como a «Trindade da terra». As monitoras das nossas alunas são mulheres responsáveis que acompanham as raparigas, com o seu exemplo e conselhos, ao mesmo tempo que uma imagem da Virgem Maria (presente em cada uma das aulas e áreas comuns) nos ajuda a ter bem presente a protecção e o amor que nos oferece.

A perspetiva integral da educação — educar a mente, o coração, o corpo e a alma — reforça a unidade existente entre o humano e o divino em cada pessoa e contribui para o crescimento de todos. Em “Metro”, mais do que falar de «auto-estima», preferimos salientar a dignidade de cada pessoa, fundamentada na sua filiação divina, porque a verdadeira auto-estima surge naturalmente quando uma rapariga se dá conta de quanto vale perante Deus. A reflexão de S. Josemaria de que no interior da pessoa deve existir essa unidade tem uma incidência contínua nas diversas atividades de “Metro”.


Promover a fé num ambiente laical
Nos Estados Unidos existe, de um modo geral, respeito pela religião e abertura à fé. Na primavera de 2008, durante a sua viagem apostólica, Bento XVI falou desta realidade. «Este País tem uma longa história de colaboração entre as diversas religiões em muitos campos da vida pública. [...] Membros de diversas religiões encontram-se para melhorar a compreensão recíproca e promover o bem comum» (9).
O trabalho de “Metro” é dirigido e conduzido por católicos leigos que trabalham com pessoas de diversos credos. Não é um trabalho eclesiástico, mas antes um esforço de colaboração entre indivíduos que partilham a preocupação pela melhoria da educação, e da condição social e económica das pessoas carenciadas. Em 1967, numa entrevista concedida à revista Time, S. Josemaria sublinhou a importância de cristãos e não cristãos colaborarem na promoção de actividades que beneficiem a sociedade e estejam «abertas a todos, sem qualquer discriminação de raça, religião ou ideologia» (10). S. Josemaria desafiou os leigos a sentirem a responsabilidade pessoal de encontrar soluções para os problemas da sociedade; por exemplo, a tarefa de elevar o nível de vida de famílias com baixos recursos e imigrantes não é tarefa que deva circunscrever-se apenas a padres e religiosos.

Felizmente, Metro conta com a colaboração de quase 200 profissionais e voluntárias do mundo universitário que dedicam mãos, cabeça e coração a servir as raparigas. 76% dos fundos de que o Centro necessita para levar a cabo e apoiar o rendimento escolar e pessoal das alunas, procede de empresas e fundações, bem como de eventos especiais e de donativos individuais. As famílias que ajudamos colaboram com contribuições que representam cerca de 5% do orçamento de “Metro”: através de investimentos cobrimos a maior parte do restante. “Metro” não recebe ajudas de fontes governamentais (11).

Cada semana, proporciona-se a todas as alunas aquilo que constitui o coração do plano de estudos de Metro: aulas de âmbito estritamente escolar e aulas relacionadas com a formação do carácter; e, com periodicidade mensal, proporciona-se também, a quem manifestar desejo de aprender mais sobre a fé católica, a possibilidade de participar em aulas de educação religiosa. As alunas decidem livremente se querem assistir às aulas e têm de contar com autorização dos pais para a catequese. O Centro não questiona as famílias quanto ao seu credo religioso e, contudo, cerca de 85% das alunas decide participar nestas sessões. Um capelão dá assistência espiritual às alunas, aos membros da equipa de trabalho e às voluntárias. Precisamente devido ao apreço e ao respeito de S. Josemaria pelas pessoas de qualquer confissão religiosa, em “Metro” fomenta-se uma atitude positiva relativamente à fé e à formação religiosa. Procura-se que alunas e voluntárias de qualquer credo religioso possam desenvolver-se tanto humana como espiritualmente. Alunas, pais e voluntárias descobrem frequentemente — ou redescobrem — a fé cristã dentro desse ambiente «amigável perante a fé». Nos últimos anos, várias voluntárias e alunas têm recebido o sacramento do Baptismo ou foram recebidas na Igreja Católica, e alguns casais que não tinham recebido o sacramento do Matrimónio experimentaram a alegria que essa graça proporciona.

Parte do esforço para facilitar a conexão entre fé e vida manifesta-se no facto de a capela estar situada no centro das instalações. Deste modo, as pessoas que frequentam os nossos cursos sabem que em qualquer momento podem ir à capela rezar. Para a equipa de trabalho a capela é um lugar especial, sagrado, que convida a pedir por todas as necessidades das pessoas que, em cada dia, cruzam as nossas portas. Podemos dizer que, para as pessoas que promovem esta instituição, o Sacrário é o centro, sem que por isso Metro perca o seu carácter secular, já que não se trata de uma iniciativa eclesiástica mas de cidadãos — alguns são fiéis da Prelatura, outros não — que no uso da sua liberdade e independentemente da sua confissão levam a cabo esta ação social.

A capela, situada no coração da nossa instituição, constitui uma lembrança constante de quão natural deve ser a nossa relação com Deus no meio das coisas simples e normais da vida, especialmente no estudo, no trabalho, na amizade e no serviço voluntário. Há algum tempo, um homem de negócios de religião judaica visitou as instalações de “Metro”; ao terminar comentou que, como homem de vida espiritual, gostava de ver que tínhamos incluído a fé na nossa visão da pessoa: também ele sustentava que a fé é um aspecto essencial da dignidade e da felicidade humana.

Primazia do indivíduo sobre a instituição: responsabilidade pessoal na configuração da solidariedade
Toda a sociedade é um entramado complexo de estruturas e instituições. Organismos financeiros e comerciais influem e regulam o nosso bem-estar económico. Redes globais tecnológicas e de comunicação institucionalizam e revolucionam modos de trabalhar e de comunicar. Já no séc. XX, instituições da Igreja desenvolveram estruturas globais para ajudar os necessitados. E, contudo, ainda hoje vale a pena reflectir sobre o facto de Jesus se ter aproximado sempre individualmente das almas: confortava-as e curava-as uma a uma. As parábolas de Cristo sublinham o valor de cada pessoa, amada directamente por Deus Pai misericordioso e por Ele procurada na sua singularidade.

Embora “Metro” seja de facto uma instituição, procura actuar como plataforma que permite a relação de diversos indivíduos entre si. S. Josemaria alertava os fiéis do Opus Dei contra o desenvolvimento de uma mentalidade institucional ou colectiva que levasse a perder de vista a primazia das pessoas e suas famílias, também quando se trabalha em iniciativas sociais ou educativas destinadas à ajuda dos desprotegidos. “Metro” depende da colaboração económica de empresas e fundações, e procuramos também ver indivíduos detrás de cada uma dessas entidades. Na Carta Encíclica Caritas in Veritate, Bento XVI fala da prioridade do indivíduo do seguinte modo: «Nas intervenções em prol do desenvolvimento, há que salvaguardar o princípio da centralidade da pessoa humana, que é o sujeito que primariamente deve assumir o dever do desenvolvimento» (12).

S. Josemaria diria que a resposta à injustiça está precisamente nos indivíduos que agem com justiça: se os indivíduos são justos, então, com o passar do tempo, as instituições que os empregarem também serão justas (13). O fundador do Opus Dei afirmou que cada um deve servir não só com justiça, mas sobretudo com caridade: «apenas com a justiça nunca resolvereis os grandes problemas da Humanidade [...] a dignidade do homem, que é filho de Deus, pede muito mais do que isso. A caridade tem de ir dentro e ao lado, porque dulcifica tudo e tudo deifica: Deus é amor» (14). Ao reflectir sobre os problemas raciais nos Estados Unidos, S. Josemaria explicou a interligação entre justiça e caridade do seguinte modo: «para um cristão não basta respeitar os direitos dos outros, mas em qualquer homem se deve ver um irmão, a quem é devido um amor sincero e um serviço desinteressado» (15).

Por último, em “Metro” a amizade é considerada como o contexto e o meio para conseguir a integração social. A experiência ensinou-nos que a proximidade com cada pessoa, a atenção a tudo o que tem a ver com o seu bem-estar escolar, pessoal, social, económico e espiritual, representa uma ajuda inestimável para todas as pessoas do Centro e produz como frutos pessoas adultas, maduras e generosas para com os outros. A atenção individual que recebe cada uma das jovens participantes nos programas de “Metro” — por parte do pessoal administrativo, professoras, monitoras e orientadoras — é uma consequência da convicção de que o que realmente conta não são as estruturas, mas as pessoas. O nosso esforço inspira-se no que Bento XVI destaca como um dos elementos essenciais da caridade cristã e eclesial: «A competência profissional é uma primeira e fundamental necessidade, mas por si só não basta. É que se trata de seres humanos, e estes necessitam sempre de algo mais do que um tratamento apenas tecnicamente correcto. Têm necessidade de humanidade» (16).

Ano após ano, graças à dedicação de cerca de 200 voluntárias que trabalham com 500 famílias, a atenção pessoal continua a ser o pilar do Metro Achievement Center. O Evangelho recorda-nos que a paciência, a amabilidade e a esperança são manifestações de um amor que perdura (17).

Em resumo, poderia dizer-se que o amor incondicional de S. Josemaria por cada pessoa, é o que nestes 25 anos foi delineando a visão do trabalho de “Metro” na cidade de Chicago. Esta perspetiva leva os cristãos a descobrirem e apresentarem soluções positivas, porque: «um filho de Deus não pode ser classista, porque lhe interessam os problemas de todos os homens... E procura ajudar a resolvê-los com a justiça e a caridade do nosso Redentor» (18). A sua convicção de que um autêntico desenvolvimento humano só pode produzir frutos quando há apreço pela pessoa humana na sua totalidade — corpo e alma— dá ao trabalho educativo o ímpeto e a força para reconstruir a partir de dentro a nossa sociedade. O trabalho educativo é sempre eficaz quando tratamos as pessoas com a convicção plena de que são filhos de Deus.


A autora, M. Sharon Hefferan, é diretora do Metro Achivement Center



1) A Midtown Educational Foundation de Chicago sustenta economicamente o Midtown Center para homens, fundado em 1965, e o Metro Achievement Center para mulheres, que começou a funcionar em 1985.

2) Metro empenha-se em pôr em prática as palavras do Papa na sua Encíclica: «a preocupação [social] nunca pode ser uma atitude abstrata» (Cfr. Bento XVI, Carta Encíclica Caritas in Veritate, 29-VI-2009, nº 47).

3) O Catalyst de Chicago proporciona uma análise detalhada das tendências da educação nas escolas públicas de Chicago. As estatísticas a que se faz referência correspondem ao relatório de 2009.

4) Entrevista concedida a Tad Szulc do New York Times, 7-X-1966, publicada em Temas actuais do cristianismo, n. 56.

5) Cf. Gerald Vann, The Divine Pity: A Study in the Social Implications of the Beatitudes. Fount Paperbacks, 1985. Pág. 120.

6) «[...] somos irmãos, já que somos filhos de um mesmo Pai, Deus. Não há, portanto, mais do que uma raça: a raça dos filhos de Deus. Não há mais que uma cor: a cor dos filhos de Deus. E não há senão uma língua: a que nos fala ao coração e à inteligência, sem ruido de palavras, mas dando-nos a conhecer Deus e fazendo que nos amemos uns aos outros». S. Josemaria, Cristo que passa, n. 106.

7) S. Josemaria, Sulco, n. 654.

8) S. Josemaria, Amar o mundo apaixonadamente, em Temas actuais do Cristianismo, nº 115..

9) Bento XVI. Discurso no encontro com representantes de outras religiões, 17-IV-2008.

10) Entrevista concedida a Peter Forbath da Time Magazine, 15-IV-1967, publicada em Temas actuais do Cristianismo, nº 27..

11) Cfr. Midtown Educational Foundation, Annual Report, 2009-2010.

12) Bento XVI, Carta Encíclica Caritas in Veritate, 29-VI-2009, n. 47.

13) Cf. José Luis Illanes. “Trabajo, Justicia y Caridad” em: Mundo y santidad, Eunsa, 1996, pág. 227.

14) S. Josemaria, Amigos de Deus, n. 172.

15) Temas actuais do Cristianismo, nº 29..

16) Bento XVI, Carta Encíclica Deus Caritas est, 25-XII-2005, n. 31.

17) Cfr. I Cor 13.

18) Sulco, n. 303.]]>
<![CDATA[Mês de maio]]> Desde há mais de 700 anos que maio é um mês centrado em Maria, Mãe de Jesus. Muitas pessoas aproveitam para se reunirem a rezar o terço em família ou praticar outras devoções marianas.]]> <![CDATA[Favores de há algum tempo]]> Já há muito tempo que devia escrever os favores que obtive por intermédio de S. Josemaria. Ajudou-me muito, quando andava no colégio, para terminar bem os meus estudos. Também lhe pedi a conversão do meu irmão mais novo, que se tinha afastado da Igreja e cujo comportamento era, em certas ocasiões, muito agressivo. Em Junho, o meu irmão foi à Missa celebrada em honra de S. Josemaria e aproximou-se da Confissão.
Sei que, através da sua intercessão, Deus nos concedeu outros favores que agora não recordo, mas estou-lhe profundamente agradecida.
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<![CDATA[As Prelaturas Pessoais]]> Ultimamente, o tema das prelaturas pessoais voltou a estar na ordem do dia, constituindo, por isso, uma oportunidade de fazer algumas perguntas ao Prof. Eduardo Baura, Professor de Direito Canónico na Universidad Pontifícia da Santa Cruz, a fim de compreender melhor esta figura jurídica da Igreja Católica.

As Prelaturas pessoais dependem diretamente do Papa?
As Prelaturas pessoais são regidas por um prelado investido do poder de governo mas, sob a jurisdição suprema do Papa. Dependem do Papa do mesmo modo que as dioceses ou outras circunscrições eclesiásticas, através da Congregação para os Bispos ou, se for caso disso, da Congregação para a Evangelização dos Povos.

As Prelaturas pessoais são independentes dos Bispos?
Dependem, do mesmo modo que dependem todas as circunscrições, do Ordinário que as governa. As Prelaturas não substituem a autoridade dos bispos diocesanos, são uma ajuda adicional às suas atividades pastorais. Os fiéis das prelaturas pessoais continuam a fazer parte das igrejas locais ou das dioceses onde têm o seu domicílio e por conseguinte, estão sujeitos à autoridade dos bispos locais, da mesma forma que todos os outros fiéis. Antes de iniciar a atividade numa diocese a Prelatura deve obter o consentimento do respetivo Bispo diocesano.

Que significa o adjetivo "pessoal"?
Usa-se o termo “pessoal” por contraposição a “territorial”. Territoriais são, por exemplo, as dioceses, que estão delimitadas por um território, a que pertencem os fiéis que residem nesse local. No caso das prelaturas pessoais, o âmbito da jurisdição e da missão é determinado segundo um critério pessoal isto é, de acordo com o tipo de pessoas a quem se dirige. Por exemplo, no caso dos Ordinariatos Castrenses (de que fazem parte os membros das forças armadas, independentemente do local onde residem); acontece também nos ordinariatos pessoais (como os dos anglicanos cujo povo é formado por fiéis vindos do anglicanismo que livremente tenham querido fazer parte dos mesmos) e na prelatura pessoal do Opus Dei (de que fazem parte fiéis de todo o mundo e de diferentes condições; une-os o desejo de viver e difundir o chamamento universal à santidade na vida corrente).

Para que servem as Prelaturas pessoais?
As Prelaturas pessoais são circunscrições eclesiásticas, previstas pelo Concílio Vaticano II e pelo Código de Direito Canónico, para desenvolver, com grande flexibilidade, atividades pastorais particulares, úteis aos fiéis de diferentes dioceses. Constituem uma das formas de organização da Igreja para desenvolver a sua missão e responder às necessidades pastorais que dificilmente uma diocese pode realizar. Uma prelatura pessoal pode assumir o cuidado de fiéis que não se identificam com o critério territorial mas, com o critério pessoal (por exemplo pertencer a uma categoria profissional, pertencer a uma determinada nação ou língua, optar por receber uma formação específica ou por outras razões).

Para quem quiser aprofundar o tema das prelaturas pessoais, recomenda-se a entrevista com o então Secretário da Congregação para os Bispos, D. Francesco Monterisi, atualmente Cardeal Arcipreste da Basílica de São Paulo Extramuros: www.opusdei.pt

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<![CDATA[A Prelatura do Opus Dei]]> O que é uma Prelatura pessoal?

No direito da Igreja Católica, a figura jurídica denominada prelatura pessoal foi prevista pelo Concílio Vaticano II. O decreto conciliar Presbyterorum ordinis (7.12.1965), nº 10, estabelecia que para "a realização de tarefas pastorais peculiares, a favor de diferentes grupos sociais em determinadas regiões ou nações, ou mesmo em todo o mundo", se poderiam constituir de futuro, entre outras instituições, "peculiares dioceses ou prelaturas pessoais".

Que características têm as Prelaturas pessoais?

O Concílio procurava delinear uma nova figura jurídica, com grande flexibilidade, a fim de contribuir para a difusão efectiva da mensagem e vivência cristãs: a organização da Igreja respondia, deste modo, às exigências da sua missão, inserida na história dos homens.

As prelaturas pessoais – auspiciadas pelo Vaticano II, como foi dito – são entidades à frente das quais há um Pastor (um prelado, que pode ser bispo, que é nomeado pelo Papa e governa a prelatura com potestade de regime ou jurisdição); juntamente com o prelado, há um presbitério composto por sacerdotes seculares, e fiéis leigos, homens e mulheres.

As prelaturas pessoais são, portanto, instituições pertencentes à estrutura hierárquica da Igreja, isto é, um dos modos de auto-organização que a Igreja se dá a si mesma em ordem à consecução dos fins que Cristo lhe atribuiu, com a característica de que os seus fiéis continuam a pertencer também às igrejas locais ou dioceses em que têm o seu domicílio.

Erecção do Opus Dei como Prelatura pessoal

O Opus Dei foi erigido por João Paulo II em prelatura pessoal de âmbito internacional mediante a Constituição apostólica Ut sit, com data de 28 de Novembro de 1982. Pelas características apresentadas, as prelaturas pessoais diferenciam-se claramente dos movimentos e associações de fiéis, bem como dos institutos religiosos e de vida consagrada em geral. O Direito Canónico prevê que cada uma das prelaturas pessoais seja regulada pelo direito geral da Igreja e pelos seus próprios estatutos.

A Prelatura do Opus Dei

Antes de ser erigido em Prelatura, o Opus Dei era já uma unidade orgânica integrada por leigos e sacerdotes a cooperar num trabalho pastoral e apostólico de âmbito internacional. Essa missão cristã concreta consiste em difundir o ideal de santidade no meio do mundo, no trabalho profissional e nas circunstâncias normaisde cada um.
Paulo VI e os Romanos Pontífices que se lhe seguiram determinaram que se estudasse a possibilidade de dar ao Opus Dei uma configuração jurídica definitiva adequada à sua natureza, que à luz dos documentos conciliares, era a de prelatura pessoal.

Em 1969 começaram os trabalhos para realizar essa adequação, com intervenção tanto da Santa Sé como do Opus Dei. Estes trabalhos terminaram em 1981. Nessa altura, a Santa Sé enviou um relatório aos mais de dois mil bispos das dioceses onde estava presente o Opus Dei, para que fizessem chegar as suas observações.

Cumprido este passo, o Opus Dei foi erigido por João Paulo II em prelatura pessoal de âmbito internacional mediante a Constituição apostólica Ut sit, com data de 28 de Novembro de 1982, executada em 19 de Março de 1983. Com este documento, o Romano Pontífice promulgou os Estatutos que são a lei particular pontifícia da prelatura do Opus Dei. Estes estatutos são os que haviam sido preparados pelo fundador anos atrás, apenas com as mudanças imprescindíveis para os adaptar à nova legislação.

Pertencem à Prelatura do Opus Dei sacerdotes e leigos, homens e mulheres das mais variadas proveniências geográficas e culturais.

Relação do Opus Dei com as dioceses

A Prelatura do Opus Dei é uma estrutura jurisdicional que pertence à organização pastoral e hierárquica da Igreja. Tem, tal como as dioceses, as prelaturas territoriais, os ordinariatos castrenses, etc., a sua própria autonomia e jurisdição ordinária para a procecussão da sua missão ao serviço de toda a Igreja.

Por esse motivo, depende imediata e directamente do Romano Pontífice, através da Congregação para os Bispos.

O Prelado do Opus Dei

O Prelado do Opus Dei é, actualmente, o Bispo D. Javier Echevarría.
A potestade do prelado estende-se a quanto se refere à missão peculiar da Prelatura.

a) Os fiéis leigos do Opus Dei continuam a ser fiéis das dioceses em que residem e, por consequência, continuam submetidos à potestade do bispo diocesano do mesmo modo e nas mesmas questões que os demais baptizados. Estão submetidos à potestade do prelado em tudo o que se refere ao cumprimento dos compromissos peculiares - ascéticos, formativos e apostólicos – assumidos na declaração formal de incorporação na Prelatura. Estes compromissos, pela sua matéria, não interferem com a potestade do bispo diocesano.

b)Os diáconos e presbíteros incardinados na Prelatura pertencem ao clero secular e estão plenamente sob a potestade do prelado. Ao mesmo tempo, devem fomentar relações de fraternidade com os membros do presbitério diocesano e observar cuidadosamente a disciplina geral do clero. Gozam de voz activa e passiva na constituição do conselho presbiteral da diocese.

De igual modo, os bispos diocesanos, com a vénia prévia do prelado, ou, quando for o caso, do seu vigário, podem confiar aos sacerdotes do presbitério da Prelatura cargos ou ofícios eclesiásticos (párocos, juízes, etc.) de que apenas darão conta ao bispo diocesano e que desempenharão seguindo as suas directrizes.

Que tarefas levam a cabo os fiéis do Opus Dei?

O trabalho que os fiéis do Opus Dei levam a cabo não se limita a um campo específico, como a educação, o cuidado dos doentes ou a ajuda a deficientes, porque cada um procura aproximar de Deus as pessoas com quem convive, realizando uma profunda sementeira de paz e de alegria no meio em que se encontra. A prelatura quer lembrar a todos os cristãos que devem cooperar na solução cristã dos problemas da sociedade e devem dar testemunho constante da sua fé no ambiente em que se vivem.

Coordenação entre a prelatura do Opus Dei e as dioceses

Os Estatutos do Opus Dei estabelecem os critérios para as relações de coordenação entre a Prelatura e as dioceses em cujo âmbito territorial a Prelatura leva a cabo a sua missão específica. Algumas das características dessas relações são as seguintes:

a) Não se inicia o trabalho do Opus Dei nem se procede à erecção canónica de um centro da prelatura sem o consentimento prévio do bispo diocesano.

Para erigir igrejas da Prelatura, ou quando se confiam a esta igrejas já existentes nas dioceses – e quando for o caso, paróquias – estipular-se-á um convénio entre o bispo diocesano e o prelado ou o vigário regional em causa; nelas serão observadas as determinações gerais da diocese relativas às igrejas que têm à sua frente clero secular.

c) As autoridades regionais da Prelatura informam regularmente e mantêm um relacionamento habitual com os bispos das dioceses onde a Prelatura desempenha o seu trabalho pastoral e apostólico, bem como com os bispos que exercem cargos directivos nas Conferências Episcopais e com os seus respectivos organismos.]]>
<![CDATA[21.5.1937]]> “Em carne viva. É assim que te encontras. Tudo te faz sofrer, nas potências e nos sentidos. E tudo é tentação para ti… - pobre [...]]]> <![CDATA[Nossa Senhora e São José]]> Num encontro com sacerdotes diocesanos na Guatemala, o Fundador do Opus Dei fala-lhes da devoção a Nossa Senhora e a São José na vida do sacerdote]]> <![CDATA[Um médico, um sacerdote]]> Um médico pergunta a S. Josemaria como evitar a rotina no trabalho. A resposta: ter "alma sacerdotal", procurar que os doentes se aproximem de Deus.]]> <![CDATA[Conheces alguém perfeito?]]> A santidade pode parecer uma tarefa impossível. Ser santo é ser perfeito, em quê? Ronan, um jovem de Belfast, comenta o que descobriu como projeto de vida.]]> <![CDATA[Papa aos participantes do UNIV 2012]]> Em particular saudo os universitários provenientes de todo o mundo que participam no congresso internacional UNIV 2012. Que a vossa peregrinação a Roma vos faça aprofundar no amor de Cristo e da Sua Igreja. Recordo o que dizia S. Josemaria Escrivá: "Tudo o que se faz por Amor adquire Beleza e Grandeza"]]>